quinta-feira, 14 de julho de 2011

INVERNO, DOENÇAS, ACUPUNTURA.



Como todos pudemos perceber o inverno este ano está rigoroso, com semanas de chuva constante, seguido de um frio que beirava entre 6 e 12 graus, fazendo desse um dos invernos mais intensos na nossa região dos últimos 10 anos. Essa informação não é tirada de nenhum artigo científico ou algo do tipo, mas sim de populares que tem idade e experiência suficiente para fazer seus próprios parâmetros.

Esses “populares”, ou seja, pessoas do nosso dia-a-dia nos reafirmam o que os conhecimentos das áreas da saúde já sabem há milênios, mas que aos poucos está perdendo espaço... A interferência de meios externos, nesse caso específico do frio, em nossa saúde. Obviamente que se uma pessoa possui uma boa saúde, seu sistema imunológico sofrerá pouca alteração, fazendo do inverno e do frio apenas mais uma estação do ano, mas não é o que presenciamos na prática.

O número de pessoas que sofrem de problemas respiratórios aumenta e muito nessa época do ano, assim como problemas tensionais, circulatórios, nos ossos e articulações. Esses problemas, se não forem tratados, podem ser diminuídos quando o inverno termina, mas se forem sistematicamente ignorados poderão se tornar algo crônico, algo cumulativo que ao longo dos anos se fortalece, fazendo de nosso próprio corpo um calvário.

A acupuntura é uma das técnicas mais antigas de manutenção de saúde que se tem conhecimento, assim como outros tratamentos holísticos, ou seja, que vê o ser humano como um todo que não se separa, ela busca equilibrar aspectos de nossa constituição que possam estar causando sofrimento. Como dissemos anteriormente, um corpo saudável não sofre com o frio, pois tem subsídios para enfrenta-lo sem maiores esforços, já o corpo debilitado está sujeito às doenças que estão o tempo todo invadindo nosso organismo. A acupuntura serve então neste caso como uma forma de manter esse equilíbrio imunológico, fortalecendo nossas bases fisiológicas e mentais para enfrentar as mudanças externas da melhor forma possível assim como diminuindo a dor.

Obviamente uma pessoa que busca se alimentar bem, praticar exercícios e fizer exames médicos regularmente responderá muito melhor ao tratamento. Isso acontece pois a Acupuntura parte de um princípio básico de que se trabalha para que haja a manutenção da saúde e não somente o tratamento de doenças. O foco do profissional de acupuntura é manter a saúde e melhorar a qualidade de vida, algo que é visto com estranheza por muitos hoje em dia, o que eu particularmente considero um retrocesso já que, como diziam os antigos, o melhor é prevenir do que remediar.

Saulo Henrique Ferreira

Psicólogo e Acupunturista CRP-12/08387

9637-0447 – 4105-0393

Email: saulohen@gmail.com

terça-feira, 28 de junho de 2011

ANVISA, SAÚDE E INIBIDORES DE APETITE





Depois de intensos debates, ao que parece, até o final do mês de julho será proibida a venda de inibidores de apetite em todo o Brasil. O que mais foi considerado para que essa medida fosse tomada, foram os efeitos adversos causados por tais medicamentos, como dor de cabeça, boca seca, elevação da pressão, taquicardia, constipação, lapsos de memória, depressão, problemas intestinais... A lista é grande e acredito que muitos já sentiram tais sintomas, se considerarmos que o Brasil é um dos países que mais consome tais medicamentos.

Tendo em vista tantos efeitos negativos, por que as pessoas continuam usando? Acredito que cada um deve ter seus motivos, mas consideraremos o mais óbvio, a vaidade. Que preço você está disposto a pagar para ter um corpo esguio? Deveria estar escrito na parte de trás da caixa desses medicamentos os efeitos, com fotos, como fazem nas caixas de cigarros, porque proibir a venda não quer dizer que o medicamento vai parar de ser consumido. Alguns profissionais e indústrias que fabricam tais “remédios milagrosos” são contra a proibição, alegando que os estudos sobre os efeitos negativos são premeditados e tendenciosos, já que a redução do peso iria reduzir uma série de sintomas como hipertensão, colesterol e afins. Mas eu me pergunto, não estão tentando “chover no molhado”? Reduzir a hipertensão com um medicamento que causa a elevação da mesma? Aumentar a autoestima do cidadão que se utiliza do medicamento para depois quando ele parar e engordar novamente parta para os antidepressivos?

Não sou Médico ou Farmacêutico, não quero passar uma ideia de causa e efeito, mas o que vejo são tentativas de mudança de vida de uma forma rápida e sem esforço por parte dos consumidores e uma mina de ouro por parte dos comerciantes... Sim medicamentos são um comércio e um dos maiores do mundo, já que se paga bons preços para ficar mais magro(a),nem que esse preço seja a própria saúde. Falando da minha formação, acredito que a mudança real venha de dentro para fora e não ao contrário, o processo de autoconhecimento e autocontrole é muito mais lento, no entanto mais efetivo. Medicamentos são importantes, mas se forem mal utilizados, sem o acompanhamento adequado, são como uma roleta russa, ou seja, uma brincadeira bem perigosa.



Saulo Henrique Ferreira

Psicólogo e Acupunturista CRP-12/08387

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terça-feira, 14 de junho de 2011

GREVE DOS ENFERMEIROS DO SANTA INES



Quando vou trabalhar, passo inevitavelmente na frente do Hospital Santa Inês de Balneário Camboriú e nesta semana percebi um movimento diferente, quando uma pessoa me abordou e me entregou um panfleto... Tratava-se de uma greve e desta vez foi com os profissionais enfermeiros e auxiliares de enfermagem do hospital mencionado acima. A partir daí fui atrás de todos os jornais da região e vi que essa história, como era de se esperar, já é bem antiga, reivindicações destes profissionais já percorrem os anos, um reajuste considerável, mas caro para o hospital, no entanto agora a situação tomou proporções insuportáveis.

Bom, considerando que vários veículos já noticiaram tais fatos como piso salarial, porcentagem, saúde pública, direitos e deveres, vou considerar aspectos não tão óbvios, mas muito claros. Quando um profissional reivindica por melhores salários e faz greve ele está dizendo que precisa pagar contas, que precisa comprar material escolar para os filhos, que precisa comprar comida de qualidade, que precisa de vez em quando ir ao cinema, tomar um sorvete na beira da praia, que precisa ser respeitado... É isso que ele pede. Eles não estão lá no frio no meio da rua de manhã cedo até sabe-se lá que horas porque gostam. É uma atitude extrema, mostrando que muitas vezes de forma politizada não se consegue muito, é preciso escancarar a ferida para que ela seja tratada.

Um profissional, de qualquer setor, que não está satisfeito trabalha sem vontade, desmotivado, piorando a qualidade de serviço e consequentemente do estabelecimento. Nesse caso específico estamos falando de salvar vidas e se expor a doenças, uma profissão das mais nobres. Aumentar os salários não vai fazer milagres, mas já é um começo.



Saulo Henrique Ferreira

Psicólogo e Acupunturista CRP-12/08387

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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Oxi


Nas últimas semanas existe uma notícia correndo pelas mídias, algo sobre uma droga “nova” bem mais destrutiva que o Crack, chamada de Oxi. Segundo tais notícias o Oxi é literalmente um veneno, pois é feito com a mesma pasta de cocaína usada para fazer o crack. No entanto, ela é misturada com produtos químicos mais baratos, como cal virgem e querosene ou gasolina. Por isso, é mais tóxica ao organismo. Li outro dia um artigo no qual uma dentista voluntária foi chamada para tratar um rapaz menor de idade, que se encontrava em uma Comunidade Terapêutica para dependentes químicos. Segundo ela o rapaz estava sujo de vômito e diarreia, outros sintomas do Oxi, e apresentava necrose nos ossos da boca, o que a deixou impressionada, considerando a pouca idade do garoto e a situação que se encontrava.

Considerando outros aspectos, o Oxi representa um retrocesso no combate ao crime e às drogas, já que ela é mais barata e causa dependência quase que imediatamente, o que faz com que o usuário muitas vezes entre facilmente no submundo do crime. Para termos um exemplo, o Oxi hoje já responde por cerca de 80% das apreensões de drogas no Pará e em boa parte do Norte e Nordeste do país. “Definitivamente essa é a droga da moda aqui na nossa região", afirma o chefe da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil do Pará, Ivanildo Santos em entrevista à BBC Brasil. Segundo os especialistas o Oxi já existe a mais de duas décadas, no entanto era confundido com o Crack, já que são vendidas e usadas da mesma forma. Agora ela está chegando em grandes cidades, principalmente do Sudeste do Brasil, mas já é considerada uma epidemia geral.

Em uma conversa informal, uma pessoa me falou que era bom que o Oxi funcione de forma tão agressiva e destrutiva, já que o usuário normalmente morre rápido e o “problema” se elimina da mesma forma... Pensar assim a meu ver é literalmente “tapar o sol com a peneira”, pois se o Oxi é uma epidemia, como tal, ela se move rapidamente e a maioria afetada não possui estrutura ou expectativa de coisa alguma, são pessoas extremamente marginalizadas, transformando tudo num castelo de areia, que com o vento e a onda mais fraca o transforma em nada, ou melhor, se espalha, ou você acha que o moleque que assalta ou pede dinheiro na rua precisa do dinheiro para comprar pão?

Algo deste tipo precisa ser divulgado e é um problema de todos, tapando nossos olhos estamos nos entregando ao acaso, neste caso ao Oxi.



Saulo Henrique Ferreira

Psicólogo e Acupunturista CRP-12/08387

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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Trabalho Voluntário, todos ganham.

Nessa última sexta, dia 13 de maio, tive o prazer de comparecer a um evento promovido pela Juíza Sônia Maria Mazzetto Moroso, titular da 1ª Vara Criminal de Itajaí, sobre o início da execução do projeto da ONG Estrela de Isabel, espaço que buscará auxiliar e dar suporte a qualquer pessoa que sofre violência doméstica. O espaço funcionará no próprio Fórum de Itajaí, e até onde pude ter acesso às informações, funcionará todas as tardes e contará com ajuda especializada e uma grande equipe. No evento, que aconteceu no Itamirim, a Juíza foi muito clara, firme e objetiva, apontando uma série de pontos importantes como drogas, violência, a necessidade do apoio financeiro, já que o serviço será totalmente gratuito, enfim, deu uma verdadeira aula de civilidade, mostrando que sabe o que está falando e que busca ajudar e dar continuidade ao trabalho que já executa como Juíza. Acredito que para quem estiver interessado é só buscar informações no Fórum e falar com a equipe responsável.

Só para termos uma ideia, segundo o Ministério da Saúde, as agressões constituem a principal causa de morte de jovens entre 5 e 19 anos. A maior parte dessas agressões provém do ambiente doméstico. A Unicef estima que, diariamente, 18 mil crianças e adolescentes sejam espancados no Brasil. Os acidentes e as violências domésticas provocam 64,4% das mortes de crianças e adolescentes no País, segundo dados de 1997. Hoje podemos deduzir que esses números possam ter aumentado, mas antes de falarmos de qualquer estatística falamos de seres humanos, números altos ou baixos, toda forma de agressão traz consequências, feridas de difícil acesso, tratamento e cicatrização.

Fui representando uma das ONGs na qual sou membro, o Grupo Al-Anom de Itajaí, grupo no qual busca amparar e auxiliar qualquer pessoa que tenha sofrido ou esteja sofrendo com o vício do Álcool de um parente ou amigo, ou seja, diferente do AA (alcoólicos anônimos), o Al-Anom dá suporte aos familiares ou qualquer pessoa que esteja sofrendo ou sofreu pelo alcoolismo de alguém próximo. Esse grupo funciona a nível mundial, mas focando na cidade de Itajaí, o grupo funciona todas as segundas feiras, das 20:00hrs até às 22:00hrs ao lado da igreja São João Batista no Bairro São João. Para participar não precisa de nada além da vontade de buscar ajuda, todos são respeitados e o sigilo é mantido. Mais informações sobre o Al-Anom você encontra no site (http://www.al-anon.org.br/), mas quem quiser encontra os folhetos explicativos em diversos locais, como o CAPS-ad de Itajaí.

Essas duas ONGs, esses dois projetos, são só exemplos de tantos outros que encontramos em toda nossa cidade, e se engana quem acha que trabalhos voluntários não são uma via de mão dupla, pode não se receber dinheiro mas se recebe carinho sincero, respeito a si e ao outro, crescimento pessoal, e uma série de outros benefícios. Falta tempo? Uma ou duas horas na semana não fará tanta falta assim, sinceramente, não se aprende ou se cresce como ser humano nem 1% comparando ficar parado assistindo tv ou falando da vida alheia, comparado a um trabalho voluntário, mas será que estamos prontos para nos enfrentar e evoluir internamente?

Saulo Henrique Ferreira

Psicólogo CRP-12/08387

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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Violência, Realengo, Bullying

Essa semana li uma matéria que dizia que um Deputado Federal protocolou nos últimos dias na Câmara Federal, um projeto de lei que, após aprovação pelo Congresso Nacional e sanção presidencial, vai garantir assistência psicológica no ambiente escolar para os estudantes vítimas de violência doméstica e, também, para aqueles que sofrerem qualquer tipo de bullying. Coincidentemente, a proposta do Deputado, fruto de meses de estudo, chegou à Secretaria da Câmara Federal no mesmo dia em que Wellington de Oliveira Menezes invadiu as Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e disparou contra 25 crianças, matando 12 e deixando outras 13 gravemente feridas.” (fonte: AquidawanaNews).

A título de conhecimento, Bullying pode ser definido como uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. Também pode acontecer em outros ambientes como local de trabalho, família, etc.

O termo (Bullying) pode parecer novo, mas o que ele representa é mais antigo do que se imagina, afinal quem já não viu, ou sofreu na própria pele alguma espécie de perseguição ou humilhação constante sem motivo aparente? No fim, acredito que estamos lidando com um problema muito mais antigo. A diferença é que tal situação está aumentando e chegando a casos extremos como o trágico acontecimento de Realengo, no qual, um jovem sem qualquer noção ou perspectiva talvez achasse que poderia resolver seus problemas trazendo mais medo e terror... Nada justifica o que ele fez, mas se analisarmos a situação ele também foi uma vítima, se anos atrás ele tivesse tido a oportunidade de receber um acompanhamento profissional talvez, repito, talvez, não teríamos presenciado tal horror.

Esse tema é longo, e sabemos que apenas levando Psicólogos para as escolas não vamos resolver a violência e todos os problemas existentes nas instituições de ensino brasileiras, mas lhes garanto, se tal projeto de lei chegar a ser executada, a educação no Brasil vai dar um grande passo e dessa vez vai ser um passo para frente. O desenvolvimento emocional, assim como outras formas de inteligência, também pode e deve ser estimulado, na busca de um ser humano mais consciente e preparado para os “bullyings” da vida.



Saulo Henrique Ferreira

Psicólogo CRP-12/08387

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terça-feira, 19 de abril de 2011

Alcoolismo, uma doença da família!

O alcoolismo, como diversas campanhas e programas de saúde mostram, tem um efeito cumulativo, progressivo e sorrateiramente destrutivo, ou como ouvi certa vez de um alcoolista em recuperação, “o álcool apodrece o corpo e a mente da pessoa que bebe e dos que estão ao seu redor”. Gostaria de dar foco justamente na parte final desta sábia frase... “os que estão ao seu redor”, estamos falando de ambiente de trabalho, amigos e principalmente da família.


É importante percebermos que a dependência de álcool é uma doença, e que precisa de cuidado e monitoramento constante, é uma doença que possui máscaras e precisa de tratamento, seja ele em grupos de apoio, com médicos, psicólogos, ou o que possa trazer algum alívio e força para seguir a vida sem se entregar ao prazer falso que o álcool traz. Para termos uma ideia, o álcool afeta entre 10 e 12% de pessoas em todo o mundo, sendo que no Brasil a estatística é de 11,2% só nas grandes cidades e só nos casos que se tem conhecimento, ou seja, provavelmente estamos falando de uma porcentagem bem maior.

Mas porque o titulo diz que essa é uma doença da família? Quem tem um parente ou pessoa próxima com problemas com o álcool sabe muito bem do que estamos falando. Muitas vezes esses familiares e amigos, se não fogem do problema, simplesmente se sentem exaustos, desenvolvem doenças como a depressão, insônia, ficam estressados com facilidade no dia a dia, tendo em vista as dificuldades que passam em seus lares, o número de problemas e cicatrizes que a doença do alcoolismo causa é gigantesca, tanto para o doente quanto para a família.

A família também adoece, a família também precisa de apoio para saber lidar com tal problemática da melhor forma possível, não se escolhe ter um marido, pai ou mãe alcoolista, são coisas que podem acontecer na vida de cada um de nós. O que podemos escolher é de que forma vamos lidar com o problema, e lhes garanto que sozinhos tudo é mais difícil.







Saulo Henrique Ferreira

Psicólogo CRP-12/08387

9637-0447 – 4105-0393